domingo, 30 de novembro de 2014

Árvores com história: Sanguinho-de-água [Frangula alnus]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
Não é fácil falar sobre Frangula alnus, conhecido vulgarmente como Amieiro-Negro, Amieiro-Preto, Frângula, Frangulina, Fúsaro, Lagarinho, Sangarinheiro, Sangarinheiro-de-água, Sanguinheiro, Sanguinho, Sanguinho-bastardo, Sanguinho-de-água, Zangarinheiro ou Zanguinho.
Falamos de um arbusto, por vezes pequena árvore, que pode atingir os 3-4 m de altura (mais raramente 7), inicialmente classificado pelo ilustre botânico sueco Lineu, em 1753.


Trofa recebe ação sobre plantas invasoras

O município da Trofa acolheu, no passado dia 7 de novembro 2014, a primeira sessão de 10 ações de capacitação sobre plantas invasoras, a realizar no âmbito do FUTURO. A ação dirigida a técnicos operacionais de manutenção de espaços verdes e sapadores florestais foi muito participada; no total 26 profissionais da ASVA, Portucalea e dos municípios da Trofa, Santo Tirso, Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

A Doutora Elizabete Marchante, investigadora e docente do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, orientou os trabalhos da sessão e deu a conhecer as principais espécies invasoras da região, as características que tornam estas plantas difíceis de eliminar e controlar e demonstrou algumas metodologias eficazes no controlo destas plantas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Detalhes da ação na Maia

Data | 29 de novembro 2014
Hora do encontro dos voluntários | 13h45, Travessa Ponte de Alvura | Coordenadas geográficas: 41.211412, -8.590118
Localização da ação | Travessa Ponte de Alvura no Futuro Parque Fluvial do Leça.
Duração | 14h00-16h00
Recomendações especiais | Calçado adequado e vestuário confortável e adaptado às condições climatéricas; luvas caso entendam (dispomos caso não tenham).

Descrição | Nesta tarde vamos abrir covas, plantar e sinalizar 81 árvores representantes da galeria ripícola da região (freixos, sanguinhos-de-água, ulmeiros, salgueiros e amieiros), de forma a concretizar a reabilitação ecológica do corredor fluvial. Na zona de intervenção será construído o Parque Fluvial do Leça, sendo esta ação de plantação uma das atividades de envolvimento público na construção do referido parque urbano.

[Quer participar? Inscreva-se aqui]

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Maia. As árvores (todas nativas) são provenientes do programa Floresta Comum e do Horto Municipal da Maia. É cofinanciada pelo ON.2.

O FUTURO agradece aos seus Veteranos!


Nunca é demais agradecer a quem mergulhou connosco no FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - de corpo e alma, e há tanto tempo. Na verdade, o FUTURO é hoje o que é graças a todas as pessoas que nele estão envolvidas e, por isso, quisemos retribuir aos profissionais e voluntários um pouco do que têm dado a este ambicioso objetivo de plantar e cuidar de 100.000 árvores nativas (já plantamos mais de 35.000!).

Além disso, ninguém melhor do que as pessoas que já estão envolvidas no projeto para o apresentar a outras que possam estar interessadas em ligar-se a esta causa de recuperar bolsas de floresta nativa na nossa região.

Por isso desenvolvemos a campanha 'Veteranos do FUTURO'. Conheça alguns dos nossos Veteranos (desta vez foi impossível fotografar todos!). Os mais curiosos podem ainda espreitar o making-of da campanha :)


A campanha 'Veteranos do FUTURO', desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto, uma rede liderada pela Universidade Católica Portuguesa (Porto) e Área Metropolitana do Porto. É cofinanciada pelo ON.2. Agradecemos profundamente à Fundação de Serralves por, mais uma vez, ter colaborado com o CRE.Porto, abrindo-nos as suas portas para recebermos os nossos Veteranos.

Detalhes da ação em SantoTirso

Data | 29 de novembro 2014
Hora e local do encontro dos voluntários| 9h15, Centro Interpretativo do Monte Padrão - Monte Córdova - Santo Tirso | Coordenadas geográficas: 41º18'47.69''N 8º26'40.40''W
Localização | Área Florestal do Castro de Monte Padrão
Duração | 09h30 – 12h30
Recomendação | Calçado resistente e vestuário confortável e adaptado às condições meteorológicas; água e lanche (se entender); um par de luvas de jardinagem; sacho/enxada (se tiver).

Descrição | Voltamos ao Monte Padrão para cuidar das árvores nativas plantadas em épocas passadas, nomeadamente, limpar as caldeiras e estacar as árvores pequenas. Tambem faremos a retancha.

[Quer participar? Inscreva-se aqui]

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santo Tirso e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave e pela equipa de Sapadores Florestais de Santo Tirso. As árvores (todas nativas) são provenientes do programa Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O FUTURO foi à Quinta do Passal, Gondomar


No dia 24 de Novembro o FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - esteve no Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal (Gondomar). Um grupo de 50 alunos da EB da Bela Vista pôde aprender mais sobre a importância das florestas e das árvores e participou numa atividade prática de identificação de algumas das nossas árvores nativas. Perante a pergunta "Porque é que a floresta é importante?", uma voz tímida no meio da sala respondeu quase de imediato: "Porque sem ela não podemos viver". Tão pequenos e tão sábios :)
No final da manhã as crianças participaram ativamente no processo de reflorestação da Quinta do Passal com a plantação de 67 árvores autóctones, entre carvalhos, sobreiros, medronheiros e folhado.

Obrigada pela preciosa colaboração de todos. FOTOS

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Gondomar. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

Sementeira das árvores do FUTURO no Viveiro Municipal do Porto

No dia 19 de novembro iniciamos a Sementeira de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO no Viveiro Municipal do Porto. Os trabalhos ainda estão em curso mas já temos vários milhares de sementes na terra! Estamos a semear medronheiros, tramazeiras, zelhas, sobreiros, carvalhos-alvarinhos, cerejeiras, azereiros e outras espécies nativas. As cerca de 10.000 plantas esperadas irão ser plantadas em vários municipios do território metropolitano a partir da época de plantação 2015/2016.

Esta nova iniciativa do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - conta com a colaboração da Câmara Municipal do Porto,  que cede as suas instalações e recursos,do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que apoia com conhecimento técnico específico sobre sementeira de espécies florestais autóctones (merece um agradecimento especial o Engº Luís Côrte-Real),  a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Tratamento de Resíduos da Região Porto, que cedeu a esta iniciativa 3,5 toneladas de composto Nutrimais, a Área
Metropolitana do Porto, parceiro principal do projeto, e a CCDR-N que reconheceu o mérito da iniciativa com o cofinanciamento através do programa ON.2. A iniciativa é promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no contexto do CRE.Porto.

OBRIGADA a todos! 

Espreite as fotos dos trabalhos de sementeira no dia 19 de novembro e da sessão com todos os parceiros no 21 de novembro.

Notícia e filme sobre a iniciativa no site www.porto.pt
Notícia no site da CCDR-N 

O David sem "e" esteve na Sardoeira este sábado


Dos 25 cuidadores de árvores que no sábado passado (22 de novembro) foram proteger a floresta na Sardoeira (Trofa), 5 eram crianças. E fartaram-se de trabalhar! O David, determinado e bem equipado, apresentou-se desde logo todo orgulhoso: "Chamo-me David, sem e". Será que esta chamada de atenção é porque eucalipto se escreve com "e"? Não perguntamos mas achamos que sim. É que o David não lhes deu trégua e passou a manhã toda a cortá-los, com uma ferramenta quase do tamanho dele. E foi mesmo dos últimos a ir-se embora, com ar satisfeito.

Plantámos 285 carvalhos-alvarinhos, castanheiros e sobreiros, assinalamos e resguardamos as muitas árvores já plantadas nos últimos anos (que lindas que estão!). E não demos descanso aos eucaliptos!

Obrigado a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Trofa e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave. Participou a AMO – Portugal e a APVC - Associação de Proteção do Vale do Coronado. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

CONVITE | Plantação no futuro Parque Fluvial do Leça, Maia

Foto: CM Maia
No próximo sábado de tarde, 29 de novembro, inauguraremos uma nova área do FUTURO, na Maia.

A ação decorre na Travessa Ponte de Alvura, no futuro Parque Fluvial do Leça. Serão plantadas 80 árvores representantes da galeria ripícola da região, de forma a concretizar a reabilitação ecológica do corredor fluvial. Na zona de intervenção será construído o Parque Fluvial do Leça, sendo esta ação de plantação uma das atividades de envolvimento público na Construção do referido Parque Urbano. As espécies selecionadas são o freixo, o sanguinho d'água, o ulmeiro, o amieiro e o salgueiro-negro.

CONVITE | Manutenção no Monte Padrão, Santo Tirso

No próximo sábado de manhã, 29 de novembro, regressaremos ao Monte Padrão. Foi aí que começamos as nossas plantações a 29 de outubro de 2011 e temos um especial carinho por esta área onde já se pode ver uma pequena floresta a crescer.

Nessa manhã vamos limpar as caldeiras das pequenas árvores (algumas estão mesmo a precisar) e estacá-las. Haverá ainda a necessidade de susbtituir algumas árvores mortas (retancha). O encontro será no Centro Interpretativo do Monte Padrão, um local ideal para aprender um pouco mais sobre as culturas castreja a romana no Noroeste Peninsular.

Detalhes & inscrições. (após a sua inscrição enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sapadores e operacionais aprendem mais sobre plantas invasoras

No passado dia 13 de novembro 26 técnicos operacionais de manutenção de espaços verdes e sapadores florestais dos municípios de Valongo, Gondomar e Paredes participaram na ação de capacitação"Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras” organizada no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

A ação decorreu no Centro de Interpretação Ambiental de Valongo e estiveram presentes a equipa de sapadores florestais da Associação Florestal do Vale do Sousa, as equipas de manutenção de espaços verdes de Gondomar, dois técnicos da Câmara Municipal de Paredes, a equipa de Sapadores Florestais de Valongo e as equipas de manutenção de espaços verdes do município anfitrião.

Valongo: venham mais mil!

No sábado, 22 de novembro, a Serra de Santa Justa (Valongo) foi palco de uma enérgica atividade de restauro ecológico. Cerca de 80 voluntários participaram na plantação de 1.148 árvores nativas (carvalho-alvarinho, sobreiro e medronheiro) numa iniciativa de reconversão do coberto vegetal da Serra. Nos dias anteriores à atividade, as acácias e eucaliptos que dominavam totalmente a área foram sendo eliminados pela Silvapor, o nosso parceiro para as operações de instalação, de modo a tentarmos criar condições para que as pequenas árvores autóctones se possam acomodar na área. Sabemos que a manutenção pós-plantação será um desafio mas acreditamos que será possível, passo-a-passo, ir ganhando espaço às plantas invasoras e criando ambientes com mais vida e mais diversidade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

As nossas árvores já estão a caminho!


Mais uma vez o FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - conta com o apoio imprescindível da Transportadora Luís Simões. Pelo terceiro ano consecutivo, a Luís Simões transporta as pequenas plantas nativas nos viveiros dos Estado (Alcácer do Sal e Sabugal) até à nossa região. Deste modo é possível poupar recursos económicos e evitar a multiplicação de emissões de carbono que aconteceria caso cada município fizesse o seu transporte individualmente. Os carvalhos, sobreiros, freixos, cerejeiras, azereiros e outras, num total de 27 espécies, já estão sobre rodas!

Este ano, o FUTURO conta ainda com a preciosa colaboração da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, que acedeu a ser a plataforma de receção das árvores, armazenamento e seu acondicionamento para serem entregues a cada município parceiro e chegarem ao seu destino final.

O FUTURO voltou este ano a ser a candidatura de maior mérito no Programa Nacional Floresta Comum e, consequentemente, vai receber as 23.759 árvores necessárias para continuar a (re)arborizar a região. As áreas de intervenção abrangem parcelas em serra ou áreas ribeirinhas em 16 municípios da AMP.

Um profundo agradecimento a todos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Estreia do FUTURO no Parque das Ribeiras do Uíma

No passado dia 9 de novembro um grupo de 33 voluntários esteve no Parque das Ribeiras do Uíma para plantar árvores nativas e conhecer mais a fundo aquela área integrada na Rede de Sítios Metropolitanos e que agora integra também as áreas de intervenção do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

Nos dias anteriores ao dia da plantação, as equipas do CRE.Porto e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sempre debaixo de chuva, andaram numa intensa atividade para que a área estivesse devidamente preparada para receber as novas árvores. E no dia D - Domingo :) - lá estava uma boa equipa de voluntários constituída pelos Escuteiros de Fiães, pela associação Idiotas e por voluntários já veteranos do FUTURO. O grupo foi recebido pelo Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. Acompanharam igualmente as atividades o Vereador de Ambiente, Vítor Marques, e o Presidente da Junta de Fiães, António Ribeiro.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sementeira de plantas nativas do FUTURO no Viveiro do Porto

O Viveiro Municipal do Porto será durante os próximos 18 meses, o espaço onde vão germinar e crescer muitas das árvores do FUTURO. Carvalhos, castanheiros, bétulas, cerejeiras, azevinhos, medronheiros, azereiros, sobreiros, entre outras espécies nativas da flora da região (num total de 14), serão semeados esta semana. As 10.000 árvores e arbustos produzidos irão ser posteriormente plantados no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto.

A participação da Câmara Municipal do Porto no FUTURO não é nova mas aprofunda-se agora com a instalação desta área de viveiro de espécies de árvores e arbustos nativos no Viveiro Municipal, através de um acordo de colaboração que  prevê a cedência de 250 m² de área em estufa e 400 m² de área em canteiro exterior, bem como colaboração dos operacionais da autarquia em atividades de preparação da sementeira, repicagem, monda, plantação e rega regular. Colaboram ainda na instalação deste viveiro de plantas nativas o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que apoia com conhecimento técnico específico sobre sementeira de espécies florestais autóctones (merece um agradecimento especial o Engº Luís Côrte-Real),  a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Tratamento de Resíduos da Região Porto, que cedeu a esta iniciativa 3,5 toneladas de composto Nutrimais, a Área Metropolitana do Porto, parceiro principal do projeto, e a CCDR-N que reconheceu o mérito da iniciativa com o cofinanciamento através do programa ON.2. A iniciativa é promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no contexto do CRE.Porto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Árvores com história: Castanheiro [Castanea sativa]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
O castanheiro é uma planta de folha caduca pertencente à mesma família de carvalhos e faias (FAGACEAE).

É uma espécie arbórea capital associada à actividade humana. As suas magníficas proporções e os seus múltiplos usos tornam o castanheiro numa das mais importantes plantas culturais da história e do tempo.

Ainda que a sua origem geográfica continue a ser debatida, criou-se o mito de que teriam sido os Romanos a introduzir esta espécie, bem como o seu cultivo. Contudo, os registos polínicos (ainda que pobres em certos casso) demonstram que há cerca de 7.000 anos já os castanheiros se encontravam bem presentes na flora do Noroeste da Península Ibérica. E se quisermos recuar ainda mais no tempo, é possível afirmar que Castanea sativa terá chegado à Península Ibérica ainda durante o período Neogénico, vindo da Ásia, podendo hoje afirmar-se (de forma provocativa) que esta espécie possui um carácter autóctone.

Ainda que não existam dados sobre quando se terá sido iniciado o cultivo sistemático da espécie, é muito possível que tenham sido os Romanos a introduzir essa noção de “fileira”, de “cultura”. A produção de frutos ter-se-á desenvolvido posteriormente podendo ser associada às estruturas e necessidades socioeconómicas dos tempos medievais.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O FUTURO vai às Escolas!

A partir de dia 24 de Novembro e até Abril de 2015, o FUTURO irá estar na estrada, em digressão pelos municípios da Área Metropolitana do Porto, com a iniciativa piloto “O FUTURO vai às Escolas”. Vamos estar em 10 municípios, num total de 48 escolas. Com atividades adequadas aos diferentes ciclos de ensino, vamos levar o tema das florestas nativas e da sua conservação a 150 professores e 2.360 alunos entre os 6 e os 18 anos de idade.

Esta iniciativa desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto. A componente formativa é assegurada pela Universidade Católica Portuguesa (Porto).

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Detalhes da ação em Santa Maria da Feira (Fiães/Lobão)

Data | Domingo, 9 de novembro de 2014
Horário | 9h15-12h30
Hora e local de encontro dos participantes | 9h15, Parque das Ribeiras do Uima, Rua Principal, EN326, Fiães (parque de estacionamento próximo da ETAR) | Coordenadas geográficas | 40.995415,-8.511057
Recomendações especiais para os voluntários | Calçado adequado (botas ou galochas) e vestuário confortável e adaptado às condições climatéricas; água e lanche (se entenderem); luvas; e sacho/enxada (se tiverem).

Descrição da atividade | A nossa meta é plantar 325 árvores nativas no Parque das Ribeiras do Uíma (Lobão/Fiães), uma belíssima área ribeirinha que tem vindo a ser recuperada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Além da plantação de árvores haverá momentos para contemplar e interpretar a paisagem, a flora e a fauna e tomar contacto com algumas técnicas de engenharia natural. Para adensar e diversificar o coberto arbóreo e arbustivo da área (área envolvente à ETAR e Açude da Preta) vamos plantar lódãos-bastardos, carvalhos-alvarinhos, pilriteiros, freixos, entre outras espécies.

[Quer plantar? Inscreva-se aqui]

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é organizada pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia de Fiães. Colabora a Associação Idiotas. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Árvores com história: Amieiro [Alnus glutinosa]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
Ainda que a referência mais antiga que conhecemos nos remeta para o Séc. XIII, desconhecemos a origem da palavra “amieiro”, que poderia estar relacionada com um termo celta, uma raiz celta relacionada com ”águas correntes”, aludindo à preferência destas árvores por esse tipo de águas. Seja como for, o nome amieiro não parece encontrar-se relacionado com o nome latino Alnus, nome científico do género, que deu origem aos termos como Aliso (Espanhol), Aune (francês), Erle (Alemão) ou Alder (inglês).

A sua área natural é a da Europa mas estende-se a toda a região temperada do Hemisfério Norte (incluindo Ásia e o extremo Noroeste de África).

Trata-se de um género com mais de 30 espécies, que em Portugal se encontra representado pela espécie Alnus glutinosa (L.) Gaertn., a qual se descreve em continuação.



CONVITE | “O rio Leça e a vegetação: conhecer, cuidar e plantar”

Para celebrar a Floresta Autóctone, no próximo dia 22 de novembro vai decorrer mais uma oficina do FUTURO na Jardiland Maia. A ação tem como objetivo dar a conhecer o rio Leça e as suas dinâmicas e a influência que a vegetação ripícola tem sob os serviços ambientais e promoção da biodiversidade. Os participantes terão também oportunidade de colaborar no cuidado das suas margens e de descobrir as espécies nativas que lá habitam. A componente prática também incluiu a plantação de árvores nativas. Quem nos vai “guiar” nessa manhã vai ser o Eng. Artur Branco, técnico do Município da Maia, que partilhará connosco o seu conhecimento e experiência. Participe!

A 23 de novembro celebra-se, na Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone. Na Área Metropolitana do Porto, e dando continuidade ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores, serão organizadas diversas iniciativas nesse dia.

Detalhes & inscrições. (Enviaremos recomendações, coordenadas geográficas exatas e outras informações úteis para o seu e-mail)

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Maia e em parceira com a Jardiland Maia. Participa um grupo da AMO – Portugal. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.