segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Árvores com história: Zêlha [Acer monspessulanum]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Marta Pinto
Juntamente com o falso-plátano ou bordo (Acer pseudoplatanus) o bordo-de-Montpellier ou zêlha é uma das duas espécies nativas de Acer do nosso país.
Ainda que muito distinto da espécie Acer campestre (não nativa), alguns indivíduos de zêlha podem apresentar alguma variabilidade das folhas, as quais podem exibir cinco lóbulos (2 bem mais pequenos), o que já fez com que A. campestre tenha sido apontada como espécie do nosso território.

Trata-se de uma pequena árvore caducifólia que em geral não ultrapassa os 8 m de altura (ainda que possa em alguns casos atingir os 15 m), apresentando uma “casca” acinzentada e escamosa que se desprende em placas na idade adulta. As suas folhas palmatinérveas, são simples, em geral com 3 lóbulos (tal como referido por vezes, raramente, pode apresentar 5 lóbulos), de margem inteira (por vezes com poucos dentes) e com um pecíolo que pode chegar aos 7 centímetros.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

UNU considera o FUTURO um Projeto de Excelência

O FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto - desenvolvido no âmbito do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto) foi recentemente reconhecido pela Universidade das Nações Unidas (UNU) como um “Projeto de Excelência”. Este reconhecimento decorreu em Okayama, no Japão, durante o 9º Encontro Global dos Centros Regionais de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável (CRE.EDS). O projeto foi avaliado na categoria de ‘Capacitação e Envolvimento da Comunidade através da Educação-Ação’, tendo sido reconhecido o seu valor na melhoria e expansão das florestas urbanas nativas. Em 2014 foram submetidos à UNU 31 projetos desenvolvidos por 27 CRE.EDS em todo o mundo.
+ informações sobre o reconhecimento da ONU: www.rce-network.org/portal/rce-award-recognition

Colaboradores da WEMO-tec foram hoje plantadores de árvores

O gerente, a contabilista, o encarregado, o comercial são alguns dos cargos que ficaram em suspenso na empresa “WEMO-tec” na manhã de 23 de dezembro já que, nesse dia, todos assumiram a função de plantadores de árvores. Sete colaboradores desta empresa sediada em Valongo juntaram-se aos Sapadores Florestais para em conjunto plantarem 135 árvores nativas na Serra de Santa Justa – 37 carvalhos, 39 medronheiros e 59 sobreiros.

Esta empresa está habituada a trabalho árduo, já que assegura por exemplo a montagem de andaimes, plataformas suspensas e coberturas provisórias, inclusive em locais difíceis como pontes e viadutos, e os seus colaboradores demonstraram estar à altura do nosso desafio! O entusiasmo e a boa disposição foram uma constante, pelo que cumpriu-se também o objetivo de se proporcionar um bom convívio entre colegas.

Espreite as fotos aqui!

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi organizada pelo CRE.Porto e Câmara Municipal de Valongo. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

Natal a plantar árvores em Gondomar!


No dia 22 de Dezembro o FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto esteve presente no Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal, Gondomar, para mais uma palestra sobre as florestas e uma ação de plantação. A sessão decorreu para um grupo de 20 crianças, com idades entre os 6 e os 12 anos que estavam a frequentar o campo de férias. Durante a sessão teórica, que decorreu num ambiente muito descontraído, onde todos participaram de uma forma muito interessada, perante a pergunta sobre a importância das árvores e das florestas, rapidamente responderam que sem elas, não conseguíamos sobreviver, pois deixávamos de ter produtos, alimentos e oxigénio para respirarmos. Houve ainda quem acrescentasse, que a floresta é um local importante para aprendermos coisas novas e é nela que podemos descobrir animais e plantas muito diferentes. Já nos espaços exteriores do CEA da Quinta do Passal o grupo de pequenos plantadores deu a 12 carvalhos, 10 sobreiros e 10 sabugueiros um novo espaço para crescerem e segundo o Martim, “demos mais amigos” às árvores, das mesmas espécies, que já lá existiam. Se a tarefa foi novidade para alguns, para outros, como o Simão, que orgulhosamente afirmou “ser agricultor desde pequenino” foi simples, mas acima de tudo muito divertida. Grandes plantadores! FOTOS

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi promovida pela Câmara Municipal de Gondomar e pelo CRE.Porto. É cofinanciada pelo ON.2.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Entidades publicas e privadas aprendem mais sobre plantas invasoras

 No dia 11 de dezembro realizou-se a ação de capacitação"Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras” na Maia, no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto. A ação destinou-se prioritariamente a técnicos superiores do município da Maia e vizinhos e a técnicos de empresas prestadoras de serviços no concelho da Maia. Participaram 20 técnicos.

Durante cinco horas de sessão, a Profª Hélia Marchante da Escola Superior Agrária de Coimbra e Centro de Ecologia Funcional (UC), apresentou as principais plantas invasoras que ocorrem na região, explicou como identificar cada espécie, abordou as etapas essenciais na gestão do controlo destas plantas e as metodologias de controlo mais adequadas. Durante a visita de campo os participantes puderam participar no descasque de uma mimosa (Acacia dealbata) e verificar o resultado de um descasque num exemplar de austrália (Acacia melanoxylon). A sessão decorreu no Complexo Educacional e Ambiental da Quinta da Gruta e no Parque de Avioso. FOTOS

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Uma plantação com um alto relevo!

No dia 13 de dezembro, o Monte das Pedras, na Serra de Santa Justa (Valongo) foi novamente palco de uma grande plantação de árvores e arbustos nativos, nomeadamente de medronheiro, sobreiro e carvalho-alvarinho. A previsão meteorológica ameaçava chuva forte mas os voluntários do FUTURO não têm medo de umas gotas! Vêm do Porto, Gaia, Trofa, Maia, Gondomar, Famalicão, Paredes, Lousada, Valongo… e no local e hora marcados lá estavam com enxadas, sachos, impermeáveis e galochas, sem medos! 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Detalhes da ação em Valongo

Data | 13 de dezembro 2014
Hora do encontro* | Manhã: 09h00 | Tarde: 13h30
Local do encontro | Centro de Interpretação Ambiental (CIA) | Rua de Santa Helena | Coordenadas geográficas: 41º11'06.42''N 8º29'49.20''O
Duração da ação | 09h00-16h30.
Localização | Monte das Pedras, Serra de Santa Justa
Descrição | Plantação de 1.000 árvores nativas: carvalhos, medronheiros e sobreiros.

Recomendações especiais para os voluntários | Calçado resistente e vestuário confortável e adaptado às condições meteorológicas; água e lanche; um par de luvas de jardinagem; sacho/enxada (se tiver).

[Quer participar? Inscreva-se aqui]

*Poderá inscrever-se no período do dia que mais lhe convenha.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é organizada pelo CRE.Porto e Câmara Municipal de Valongo. As árvores (todas nativas) são fornecidas pelo Projeto Floresta Comum. É cofinanciada pelo ON.2.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O FUTURO esteve no Agrupamento de Escolas Santa Bárbara, Gondomar

No dia 5 de dezembro o FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, deslocou-se ao Agrupamento de Escolas Santa Bárbara, em Fânzeres, Gondomar, para mais uma sessão, com um grupo de 54 alunos de 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos de escolaridade com o seu professor. Uma grande parte dos alunos participantes pertencia a um clube de ciências, organizado e coordenado pelo próprio docente que acolheu o nosso projeto. A escola que nos recebeu possuía uma grande mancha florestal dentro das instalações e esta biodiversidade foi o mote para a sessão da tarde, no qual abordamos a importância das florestas urbanas. Durante a atividade prática os alunos aprenderam a identificar algumas espécies nativas, que, curiosamente existiam no espaço exterior da escola. No final da sessão ficou a vontade de utilizarem tudo o que aprenderam num projeto de inventariação das espécies de flora da sua escola. FOTOS

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi promovida pelo CRE.Porto. É cofinanciada pelo ON.2.


* Para esta atividade do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto temos a colaboração graciosa da Engª Rute Teixeira, a quem agradecemos!

O FUTURO esteve na EB 2,3 de Rio Tinto, Gondomar

No dia 5 de Dezembro o FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto esteve na Escola EB 2/3 de Rio Tinto (Gondomar). A sessão decorreu para  um grupo de 60  alunos de 5º e 6º anos com os docentes das respectivas turmas. Encontramos uma escola moderna com um auditório praticamente cheio. A plateia mostrou-se muito interessada e participativa, destacando-se alguns alunos que, pelo seu estudo e interesse, intervieram e colocaram questões muito pertinentes que ajudaram a tornar a sessão muito mais dinâmica e enriquecedora. Entre eles encontramos o Afonso, que durante toda a sessão foi acrescentando informação que tinha ele próprio pesquisado sobre a importância das florestas, tendo reforçado que “a floresta e as suas árvores ajudam a filtrar e absorver a água da chuva, prevenindo os desabamentos de terra e as inundações ao formar com as suas raízes uma rede protetora do solo”. FOTOS

Esta ação desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi promovida pelo CRE.Porto. É cofinanciada pelo ON.2.



* Para esta atividade do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto temos a colaboração graciosa da Engª Rute Teixeira, a quem agradecemos!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Árvores com história: Pinheiro-manso [Pinus pinea]

Texto: Rubim Almeida* | Foto: Conceição Almeida
O pinheiro-manso (Pinus pinea) é uma daquelas árvores que raro será o português que não consegue identificar. Com uma copa inconfundível, mesmo não sendo uma espécie demasiado comum no Norte do país, quase todos a conhecem, quanto mais não seja pelas suas sementes – os pinhões – tão apreciadas.

Considerada como uma “arqueófita” – termo científico designando uma espécie que terá sido introduzida em tempos pré-históricos – a verdade é que sendo uma espécie característica da bacia do Mediterrâneo, extremamente comum no Sul de Espanha, não custa imaginar que a sua área de distribuição natural se estendesse (ao menos ao Sul) de Portugal, tal como parecem demonstrar alguns estudos. Autores há que apontam muitas das populações ibéricas como sendo as únicas naturais, já que não se encontram ao longo das rotas comerciais da antiguidade.