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O carvalho-alvarinho é uma árvore de grande porte, que atinge 30 a 45 metros de altura e que tem uma longevidade aproximada de 300 anos. Esta espécie possui copa alta e larga, com forma irregular. O tronco é forte, direito e alto, com casca lisa e acinzentada nas árvores jovens, tornando-se, com o envelhecimento, mais gretada e castanho-escura.
As suas folhas são simples, verdes na face superior e pálidas na inferior, castanho-alaranjadas no outono, com 5 a 19 cm de comprimento, sendo mais largas na parte superior e apresentando recorte dividido em porções arredondadas e assimétricas.
As flores do carvalho-alvarinho florescem em março/abril. Os seus frutos são bolotas oblongas, castanho-claras, ovais e com 1,5 a 4 cm de comp., que amadurecem e caem em outubro.
Distribuição
Em Portugal, está distribuído sobretudo pelo Minho, Douro Litoral e Beira Litoral, mas nas serras de Sintra e S. Mamede também se encontram algumas manchas desta espécie.
A sua madeira rija, pesada e resistente à humidade é utilizada no fabrico de mobiliário, barris, construção naval, ferramentas e artesanato. Também se obtêm dele substâncias para tinturas e as bolotas são um bom alimento para porcos. Esta espécie é também muito utilizada como árvore de sombra em muitos parques e jardins.
O nome “druida” deriva de uma palavra celta que significa “carvalho”. Os druidas eram sacerdotes e reuniam-se em carvalhais para fazerem rituais misteriosos e recolherem o visco [um parasita com propriedades medicinais].


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