Longevidade: média de 250 anos.
Tronco: alto e direito, de casca cinzento-acastanhada com fissuras profundas, que se desagrega em placas deixando marcas vermelho-alaranjadas.
Folhas: em forma de agulha, com 10-20 cm de compr., de cor verde escura, rijas e finas, agrupadas aos pares, que persistem por 2-3 anos.
Flores: muito pequenas, com a forma de miniaturas de pinhas, alinhadas e encaixadas nos extremos dos ramos; a floração dá-se entre Março e Maio.
Frutos: pinhas ovais com 8-14 x 7-10 cm, secas, de cor castanha na maturação, revestidas por escamas rijas que protegem as sementes [pinhões]; demoram 3 anos para amadurecer, após o que acontece a queda dos pinhões durante o Outono.
Distribuição
Trata-se de uma espécie nativa de solos arenosos da Europa mediterrânica. No nosso país, a sua distribuição ocorre junto à zona costeira, principalmente na bacia do Sado.
Curiosidades
O pinheiro-manso é muito cultivado pela qualidade da madeira, mas também é valorizado como árvore ornamental. As suas sementes, os pinhões, são nutritivas, sendo muito consumidas na época do Natal.
Sabe-se que na construção das naus que dobraram o Cabo da Boa Esperança foi usado o pinheiro-manso de Alcácer do Sal, e que o próprio navegador Bartolomeu Dias teve o cuidado de escolher as árvores a abater.
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