terça-feira, 29 de outubro de 2013

Invasora: Canavieira

Imagem gentilmente cedida por www.invasoras.pt

Arundo donax, planta também conhecida por cana, cana-do-reino e cana-comum, é uma erva perene de grandes dimensões com caules robustos, cilíndricos e ocos que podem atingir 6 m de altura. Esta invasora de crescimento vegetativo muito rápido é provavelmente originária da Europa oriental, Ásia temperada e tropical, tendo sido introduzida no nosso país presumivelmente para a construção de sebes e taludes. A canavieira prefere locais próximos à água, formando áreas extensas que impedem o desenvolvimento de plantas e animais associados a estes locais, tornando-se um sério obstáculo ao escoamento das linhas de água e consequentemente promovendo o risco de enxurradas e cheias. Saiba mais sobre esta espécie e os seus riscos e formas de controlo aqui.

Esta divulgação que fazemos no FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto resulta de uma parceria entre o CRE.Porto, a Escola Superior Agrária de Coimbra e o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra no sentido de promover o conhecimento das espécies invasoras na nossa região e colaborar no seu mapeamento.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quinta do Passal juntou plantadores e semeadores

No sábado passado decorreu no Centro de Educação Ambiental Quinta do Passal a oficina “Bota a Bolota” onde voluntários pequenos e graúdos puderam aprender a plantar sementes de sobreiro e carvalho-alvarinho. Durante a manhã, os 21 participantes tiveram ainda oportunidade de plantar 20 sabugueiros do FUTURO na margem direita da ribeira da Archeira.

Obrigada a tod@s! Veja as FOTOS.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pela Câmara Municipal de Gondomar em colaboração com o CRE.Porto. As árvores são provenientes do programa Floresta Comum.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O S. Pedro mais uma vez ajudou

No sábado passado (19 de outubro) decorreu mais uma ação de manutenção das áreas que estamos a reflorestar no Monte Padrão. Desta vez participaram 16 voluntários, bem como a equipa de Sapadores Florestais de Santo Tirso. Limpamos as caldeiras das árvores do FUTURO e plantamos 32 Quercus robur (carvalho-alvarinho), na área adjacente ao Castro. Até o S. Pedro colaborou, trazendo uma chuva suave para completar o trabalho de manutenção. ;)

Obrigada a todo@s! Veja aqui as FOTOS.

Esta atividade é desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto e promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santo Tirso e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

São tempos de recoleção

Ontem foi dia de recolha de sementes de árvores nativas. Os milhares de sementes de bétula (Betula celtiberica), freixo (Fraxinus angustifolia), tramazeira (Sorbus aucuparia), pilriteiro (Crataegus monogyna) vão alimentar o Programa Floresta Comum da Quercus, que nos fornece a maioria das árvores e arbustos que plantamos e plantaremos. Na verdade não recolhemos apenas sementes mas sim os frutos e estes serão recebidos e processados nos viveiros do ICNF e algumas das sementes talvez voltem às nossas mãos - na forma de plântula - daqui a um ou dois anos, para plantação. Assim seja.

Veja as FOTOS na nossa saida.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Póvoa de Varzim investe no FUTURO

A Póvoa de Varzim aderiu ao FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto e vai começar a plantar no próximo dia 23 de novembro, dia da Floresta Autóctone. O local escolhido é o Parque da Cidade da Póvoa. Loureiro, freixo, ulmeiro, pilriteiro, medronheiro e pinheiro-manso são as espécies nativas que vão aumentar a biodiversidade da floresta urbana que está a crescer na cidade. Colabore! Por favor inscreva-se aqui.

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. As árvores são provenientes do programa Floresta Comum. Colabora a AMO Portugal no âmbito da sua iniciativa Reflorestar Portugal.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Detalhes da ação em Santo Tirso

Já se inscreveu nesta ação? Se ainda não se inscreveu faça-o aqui.

Estes são os detalhes para a ação em Santo Tirso:
Data da ação | 19 de outubro 2013
Horário da ação | 09h30–12h30
Local de encontro | Centro Interpretativo Monte Padrão | Rua Senhora do Padrão | Monte Córdova | Santo Tirso
Coordenadas geográficas do local de encontro | 41˚18’47.69”N 8˚26’40.40”O | Google Mapas 41.313247222222216 -8.444555555555556
Localização da ação | Área Florestal do Castro de Monte Padrão
Descrição da atividade | Vamos cuidar das árvores que plantamos no Monte Padrão, limpando as clareiras à volta delas e substituir algumas baixas verificadas.
Recomendações para os voluntários | Calçado adequado e vestuário confortável e adaptado às condições climatéricas; água e lanche (se entenderem); e luvas.

Esta atividade é desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto e promovida pelo CRE.Porto em colaboração com a Câmara Municipal de Santo Tirso e a ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gondomar recomeça ações do FUTURO

No próximo sábado, dia 19 de outubro, voluntários vão participar na ação “Bota a bolota”, um atelier de propagação de bolotas de sobreiro e carvalho alvarinho e na plantação de 20 sabugueiros, uma espécie ribeirinha, nas margens da ribeira da Archeira. A iniciativa decorre no Centro de Educação Ambiental Quinta do Passal, das 10 às 13 horas. Uma atividade ideal para famílias.

Mais detalhes sobre a ação:
Coordenadas geográficas do local da ação | 41° 7'37.91"N/   8°33'32.80"W
Recomendações especiais para os voluntários | Calçado adequado e vestuário confortável e adaptado às condições climatéricas; água e lanche (se entenderem); e luvas e sacho/enxada
Inscrições obrigatórias | ambiente@cm-gondomar.pt; ou aquificha de inscrição

Esta atividade desenvolvida no âmbito do FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, é promovida pela Câmara Municipal de Gondomar em colaboração com o CRE.Porto. As árvores são provenientes do programa Floresta Comum.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Monte Padrão aguarda nova visita


No próximo dia 19 de outubro, os voluntários do FUTURO voltam a Monte Padrão onde já foram plantadas cerca de 6700 árvores durante as duas épocas de plantação do projeto. Os participantes vão fazer a manutenção de algumas parcelas arborizadas, nomeadamente cuidar e realizar uma retancha.

Participe! É grátis, divertido e vai (re)visitar um dos locais mais bonitos da região! :)

As nossas árvores para esta época...

As nossas árvores e arbustos para esta época já nos foram atribuídas pelo Programa Floresta Comum. Para a época 2013/14 receberemos 11.815 exemplares de 29 espécies distintas. Já estamos a fazer os preparativos para ir para o terreno! Em breve daremos mais novidades.

Espinho adere ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto

O município de Espinho aderiu recentemente ao FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto. Estamos já a planear as intervenções para esta época no Castro de Ovil, uma simpática área arqueológica onde teremos um excelente campo experimental para controlo de plantas invasoras e plantação e cuidade de árvores e arbustos nativos.

Com a adesão de Espinho já estão envolvidas no projeto 14 municípios da Área Metropolitana do Porto.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Árvores com história: Aveleira [Corylus avellana]

Foto & Texto: Marta Pinto
A Aveleira (Corylus avellana) é um arbusto ou pequena árvore da nossa flora nativa (família Betulaceae, que também inclui o amieiro e a bétula). Geralmente não ultrapassa os 6 metros de altura e ramifica-se desde a base não apresentando um tronco principal bem definido. As folhas são caducas, rugosas, com nervuras bem marcadas, alargadas, de contorno arredondado e com bordo duplamente serrilhado. Floresce ainda no inverno (a partir de janeiro) e as avelãs estão maduras entre julho e outubro. Prefere sitios frescos e sombrios e associa-se a carvalhos, acers, freixos.

O termo avelã parece originar-se do latim 'abellana nux' que quer dizer noz de Abella, um povoado de Campania (sul da Itália), onde abundavam as aveleiras.

A mitologia de várias culturas atribui à aveleira distintos poderes. Senão vejamos, entre os povos nórdicos e germânicos a aveleira era usada nos rituais de casamento porque se lhe atribuia o dom da fertilidade. Restos desta tradição ainda se conservam hoje em dia em Inglaterra: no condado de Dorset é habitual que os noivos visitem uma velha aveleira (em Cernehbbas) e cortem juntos um raminho desta, na véspera do casamento. Na região ucraniana de Volinia, durante o banquete de casamento a sogra lança avelãs e aveia à cebeça do genro para que ele cumpra como agente fecundador da mulher e dos campos.

Para os celtas a fonte de sabedoria primordial nascia no "Poço de Segais" ou "Poço de Conla", que consistia em 5 correntes de água rodeadas por 9 aveleiras sagradas. Desta fonte corriam 5 regatos de água onde viviam salmões, que se alimentavam das avelãs. Aquele que bebesse dos 5 regatos, onde as aveleiras flutuavam, adquiriria o conhecimento pleno de todas as artes e ofícios. Reza o mito que também podiam obter o dito conhecimento comendo os salmões. Mac Guill, um dos reis miticos da Irlanda celta, significa 'filho da aveleira'.

Até ao nossos dias chegou ainda uma receita mágica que os druídas celtas guardavam com muito zelo: se uma pessoa segurasse um ramo de aveleira na mão depois de ter ingerido esporos de feto poderia ficar invisível. Aconselhamos não testar esta receita por sua conta :)

Na idade média, o cristianismo adoptou a aveleira como símbolo místico. Hadewijch de Amberes (poetisa e escritora cristã do séc. XIII) expressa a necessidade da paciência na experiência mística usando a aveleira como metáfora: "no início é delicada como a sua flor e os frutos demoram bastante tempo a formar-se".

A aveleira também era usada na justiça. Em Inglaterra e até ao séc. XVIII usava-se um ramo de aveleira em forma de Y para determinar se uma pessoa era culpada ou inocente de um crime de roubo ou homicídio. O 'juiz' segurava as duas pontas curtas com as mãos e apontava o extremo mais longo do ramo para o acusado. O sentido da oscilação determinava a sentença. Mas o 'ramo da justiça' não era um qualquer. Para que tivesse propriedades de adivinhação o corte do ramo tinha que respeitar o seguinte protocolo: ser cortado em junho, ao nascer do sol e caminhando para trás em direção à aveleira escolhida. Uma vez chegado à árvore, o emissário responsável por cortar o ramo tinha que o cortar entre as suas pernas...
Na verdade, o ramo da aveleira era em geral considerado mágico. Com ele se procurava ouro, água no solo... 

No passado, os caminhantes levavam consigo um bastão de aveleira. Acreditava-se que a sua rectidão, flexibilidade, consistência e leveza ajudavam a proteger contra assaltantes e a orientar o caminheiro nas encruzilhadas. Reza ainda a lenda que bastava usar este bastão para desenhar no chão um circulo à volta da pessoa para que esta ficasse de imediato protegida de qualquer perigo...

A aveleira é considerada, desde os gregos, a árvore da reconciliação. Reza a história que Hermes (Mercúrio) reconciliou duas serpentes que combatiam atirando-lhes o bastão de Apolo (feito de madeira de aveleira). As duas serpentes imediatamente pararam a sua luta e enrolaram-se em torno do bastão e imobilizaram-se formando assim o caduceu (emblema de Hermes), que simboliza o equilíbrio entre forças antagónicas. O caduceu é atualmente usado para simbolizar o comércio e a negociação.

Mitologia à parte, a aveleira tem vários usos ligados ao nosso quotidiano. A infusão de casca de avelã é usada como diurético. A avelã tem 50 a 60% de óleos, sendo muito nutritiva. Estes óleos são muito apreciados na alimentação, na cosmética e também nas artes. A madeira de aveleira é também usada para fazer carvão de desenho para as artes. A madeira da aveleira é muito apreciada: é fácil de trabalhar, flexível, dura e resistente. No entanto não é muito duradoura e exige estar em ambientes secos. Usava-se na cestaria e na fabricação de bastões. Antigamente usava-se também para fabricar lã vegetal que era usada para encher colchões e almofadas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tome banhos de floresta, pela sua saúde

Foto: Marta Pinto
As árvores e arbustos nas cidades, em aglomerados verdes, são fundamentais para criar ambientes acolhedores para os citadinos. Vários estudos mostram que a presença de árvores à nossa volta reduz os níveis de adrenalina e cortisol no organismo, substâncias que estão relacionadas com o stress e a ansiedade, bem como se reduz a pressão arterial e tensão. Além disso, a presença de áreas com árvores aumenta a propensão das pessoas caminhar, o que aumenta a sensação de revitalização e propicia o pensamento positivo. Quer em crianças, quer em adultos, a presença de áreas verdes aumenta ainda os níveis de concentração e produtividade. Todos estes factos são usados por médicos japoneses para receitar o chamado “banho de floresta” – passeios de algumas horas ou dias em áreas florestais. Vários investigadores encontraram ainda motivos para acreditar que estas “imersões na floresta” aumentam em 56% a atividade das células NK (exterminadoras naturais de células cancerígenas), o que indicia um efeito na prevenção do cancro.

Árvore ou arbusto?

Foto: Marta Pinto
As árvores e arbustos nativos ou autóctones da nossa flora são aqueles que são naturais ou próprios da região ou país em que vivem e que aí existem há milhares de anos. Por exemplo, os sobreiros, os carvalhos-alvarinhos, os medronheiros, as aveleiras, os azevinhos, os teixos, os salgueiros, os freixos e muitas outras espécies são autóctones de Portugal. A grande diferença entre uma árvore e um arbusto prende-se com o facto de a árvore ter geralmente mais de 5 metros de altura e ter um tronco principal que não se divide até certa altura do solo. Por exemplo, é o que acontece com o sobreiro e o carvalho-alvarinho. O arbusto tem geralmente menos de 5 metros de altura e o tronco está ramificado a partir da base, como acontece com as aveleiras e os medronheiros. Mas o limite nem sempre é fácil de traçar. Por isso nos guias se fala por vezes de "arbusto com porte arbóreo" para referir-se a espécies de arbustos com aspecto de árvore...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Invasora: penachos

Imagem gentilmente cedida por www.invasoras.pt
A Cortaderia selloana é conhecida por muitos nomes: penachos, erva-das-pampas, paina, capim-das-pampas, plumas, penacho-branco. Espécie invasora proveniente da américa do sul, é uma erva perene que chega a atingir os 2,5 m de altura. Esta planta provocadora de alergias em humanos, cresce vigorosamente e forma aglomerados densos que dominam a vegetação herbácea e arbustiva. Saiba mais sobre esta espécie e os seus riscos e formas de controlo aqui.

Esta divulgação que fazemos no FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto resulta de uma parceria entre o CRE.Porto, a Escola Superior Agrária de Coimbra e o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra no sentido de promover o conhecimento das espécies invasoras na nossa região e colaborar no seu mapeamento.